29 de abril de 2007

Ataque de consciência!

Para aqueles que pensavam: "fogo, quando vir o blog daquele sacana, ele foi para o mussulo e tá cada vez mais bronzeado", ou "quais terão sido as festas e discotecas que percorreu este fim de semana?"
Nada disso, tive um necessário ataque de consciência, que me levou a voluntariamente abdicar do bem bom e recomeçar a escrita da tese! Há que dar corpo ao trabalho da tese, e a primeira entrega é (já) para Setembro!
Como sou o único envolvido, como sou eu o prejudicado ou beneficiado....tenho mas é que trabalhar a doer......e mais nada!!

26 de abril de 2007

Ao "candongueiro" anónimo...

O candongueiro, termo angolano para o táxi público, é um conceito usado em vários países africanos. A primeira vez que vi um táxi colectivo foi em Moçambique (lá chamam-se chapas), mas estes de cá têm uma diferença...levam as portas fechadas e normalmente não levam mais do que 15 a 20 pessoas! Vi em Moçambique chapas com tanta gente dentro ou pendurada que, por vezes, as leis da física eram postas em causa por gente que só queria ir para casa!


A ideia é simples...uma Toyota Hiace de nove lugares, que aqui se pronuncia "yáce", com trajecto definido, cobrador na porta lateral e capacidade para....até 20 pessoas! Os cobradores vão, de janela aberta, a gritar pela rua o destino do seu candongueiro.
As paragens, eu não as vejo, mas o que é certo é que se vê gente parada em certos locais e o candongueiro pára lá (não param em qualquer sitio!).

São os candongueiros, esses animais de estrada que circulam frenéticamente pelas ruas de Luanda, carregando pessoas para um lado e para o outro.

Muitos deles nem carta têm, mas que importância tem isso?

Nas prioridades das ruas é simples: tens um candongueiro ao pé, deixa passar...senão levas um chega pra lá com o ferro dele, ficas com o carro amolgado e na Toyota nem se vai notar, acreditem!
Candongueiros que inventam faixas de transito para, às vezes, chegar 5 metros mais à frente.
Candongueiros que se transformam em todo-o-terreno, quando as ruas se transformam em picada lamacenta devido às chuvas.
Candongueiro que gosta sempre de levar uma miuda vistosa no banco mesmo ao seu lado.
Candongueiro que nunca respeita os peões.
Candongueiro que gosta de gingar com a musica BEM alta.
Ao candongueiro anónimo....acima de tudo, o meu respeito!

25 de abril de 2007

Cagaço....

Aqui uma pessoa tem que se desdobrar em várias tarefas, em várias frentes, porque o “desenrascanço” é meio caminho andado para as coisas seguirem em frente. Pelo menos sempre foi assim que eu pensei...e pensava até ontem! Por falta de oportunidade, o senhor dos geradores cá do sitio, não conseguiu montar atempadamente a bateria do gerador da minha casa. E o gerador, esse aparelho tão indispensável para trazer energia eléctrica ao nosso lar, quando a electricidade da rede não chega...o que acontece com frequência!


Pois bem, eu próprio montarei, confiante numa formação escolar em electrónica, sem qualquer problema. Afinal é só montar uma bateria, dois pólos, um positivo e outro negativo e está!

Quando cheguei a casa, talvez em sinal da necessidade de montar a bateria...não havia luz da rede! Lá vai o André, com o seu canivete e espirito de desenrasca ligar a bateria...e liguei (ainda que do lado exterior do gerador)...e liguei o gerador...e ligou a luz!! Pensei: "bravo...um banhinho, janto e leio o meu livro estendido no sofá". Mas faltava ainda colocar a bateria dentro do gerador para que não estivesse à mercê da chuva, que esta noite caiu forte por volta das 6h!

Coloco a bateria no interior, ligo os fios....fumo branco.....fumo preto...chama.....PORRA!!! Chamar vizinhos para acudir e atacar o fogo...em menos de nada tinha metade do prédio dentro de minha casa...uns para ver, outros para opinar, outros ainda para ajudar! Baldes de água em cima e....fogo extinto...UFA!

Quando um dos vizinhos me diz: "cuidado, que estão cá dentro uns gajos da rua que não são de confiança...cuidado com as tuas coisas!"
Pensei:"óptimo, tenho o gerador queimado, com luz de lanterna um cheiro nauseabundo...e ainda tenho que identificar intrusos e acautelar as minhas coisas!"

Identifiquei os tipos...que desde o primeiro momento ajudaram imenso...até retiraram os depósitos de gasóleo que estavam na mesma varanda do gerador, para evitar mal pior! Hoje percebi que retiraram os depósitos mesmo...para casa deles, mas tudo bem, não levo a mal! Além disso, ainda fizeram questão de cobrar pelo serviço, um gasosa (gorjeta)! Hoje tendo a chamá-los bombeiros voluntariamente oportunos!

Tudo a salvo...excepto o gerador!

23 de abril de 2007

Mussulo...

Houve alguém que me disse outro dia que a vida em Luanda valia, quase 90%, pelos fins-de-semana. Até agora vejo-me forçado a concordar com isso…tenho tido muita sorte, é facto, mas pelo menos admito e dou o devido valor!

Fim-de-semana passado…Mussulo, outra vez! Desta vez fui para casa do Gustavo, um angolano que conheci em Lisboa, na faculdade de ciências e que, à semelhança de tantos outros, acabou o seu curso e regressou à terra de origem.

Como de costume, sábado acorda-se cedo, com despertador (custa mais quando se vai beber um copo na sexta à noite, claro!) e começa-se a aproveitar o dia! Sol, calor e num transito indescritível lá conseguimos demorar só hora e meia até ao local onde embarcaríamos em direcção à “ilha do Mussulo”. Um pequeno paraíso, é como consigo descrever o local onde estive.
Uma casa de madeira a 20 metros da praia e uma praia pouco movimentada. Ali só andam “nativos” e malta de outras casas! Coqueiros a enfeitar uma praia de areia clarinha, que podia estar mais limpa, mas que é sempre apreciada.



A água….ai a água…um caldo morno que nos dá a sensação que estamos a ser cozidos em lume brando! E poderei dizer que 60% do fim de semana passei-o dentro de água (literalmente!!) à conversa, nadando, apanhando ameijoas de mãos cheia, etc… Um exemplo disso é esta foto, que testemunha os anfitriões em puro relax!


Quando não se estava na água havia, felizmente, outras opções que não eram menos válidas:



Petiscos, bom sono, mota de água, banhocas, convívio…foi o programa do fim-de-semana!

Na hora de ir embora tive aquela sensação de que estavam a acabar umas férias, estranho, mas compreende-se pelo ritmo que se levou… Toca de apanhar um candongueiro (do mar), um táxi que nos transportaria de novo para o caótico transito e consequentemente para a confusa Luanda dos finais de Domingo.

Viagem tranquila, muito tranquila…diria até excessivamente tranquila…vínhamos a andar bem devagarinho e não percebemos porquê:
- Olha, não dá para andar um pouco mais rápido?
- Vou devagar para não se molharem – diz o “candonguista”
- Olha que bem – pensámos nós – não deixa de ser uma preocupação nobre!

A meio da viagem…poc….poc….poc….gasolina acabou!! Aí fez-se clique…o sacana vinha devagar para poupar gasolina e com certeza a rezar para que chegássemos ao destino e pudesse cobrar os bilhetes para…provavelmente gastar o dinheiro em cerveja!

O clima azedou um pouco, claro…mas ele ligou a um companheiro, ou melhor, cravou um dos nossos telemóveis e ligou a um companheiro para abastecer em andamento…e foi o que aconteceu! Só que o abastecimento, à deriva, arrastou o barco para um baixio…e quando tivemos finalmente gasolina, estávamos encalhados na areia!

Foi então à moda antiga que saímos daquele banco de areia e ligámos o motor para, finalmente, chegarmos a terra…UFA! Discutir o preço, claro…e seguir viagem para Luanda!

19 de abril de 2007

FooOOoorça SPORTING

Ontem à noite não podia dizer mal da RTP internacional, sempre tão criticada por mim! O satélite estava favorável, não chovia, houve luz.....e CUCAS. Condições ideais para ver os 90 minutos de jogo (um luxo aqui, acrediem!) e assistir ao rugir do leão a caminho do JAMOR! :))

SARDINHADA NO JAMOR!!