29 de abril de 2007
Ataque de consciência!
26 de abril de 2007
Ao "candongueiro" anónimo...
São os candongueiros, esses animais de estrada que circulam frenéticamente pelas ruas de Luanda, carregando pessoas para um lado e para o outro.
Muitos deles nem carta têm, mas que importância tem isso?
25 de abril de 2007
Cagaço....
Pois bem, eu próprio montarei, confiante numa formação escolar em electrónica, sem qualquer problema. Afinal é só montar uma bateria, dois pólos, um positivo e outro negativo e está!
Quando cheguei a casa, talvez em sinal da necessidade de montar a bateria...não havia luz da rede! Lá vai o André, com o seu canivete e espirito de desenrasca ligar a bateria...e liguei (ainda que do lado exterior do gerador)...e liguei o gerador...e ligou a luz!! Pensei: "bravo...um banhinho, janto e leio o meu livro estendido no sofá". Mas faltava ainda colocar a bateria dentro do gerador para que não estivesse à mercê da chuva, que esta noite caiu forte por volta das 6h!
Coloco a bateria no interior, ligo os fios....fumo branco.....fumo preto...chama.....PORRA!!! Chamar vizinhos para acudir e atacar o fogo...em menos de nada tinha metade do prédio dentro de minha casa...uns para ver, outros para opinar, outros ainda para ajudar! Baldes de água em cima e....fogo extinto...UFA!
Quando um dos vizinhos me diz: "cuidado, que estão cá dentro uns gajos da rua que não são de confiança...cuidado com as tuas coisas!"
Pensei:"óptimo, tenho o gerador queimado, com luz de lanterna um cheiro nauseabundo...e ainda tenho que identificar intrusos e acautelar as minhas coisas!"
Identifiquei os tipos...que desde o primeiro momento ajudaram imenso...até retiraram os depósitos de gasóleo que estavam na mesma varanda do gerador, para evitar mal pior! Hoje percebi que retiraram os depósitos mesmo...para casa deles, mas tudo bem, não levo a mal! Além disso, ainda fizeram questão de cobrar pelo serviço, um gasosa (gorjeta)! Hoje tendo a chamá-los bombeiros voluntariamente oportunos!
Tudo a salvo...excepto o gerador!
23 de abril de 2007
Mussulo...
Fim-de-semana passado…Mussulo, outra vez! Desta vez fui para casa do Gustavo, um angolano que conheci em Lisboa, na faculdade de ciências e que, à semelhança de tantos outros, acabou o seu curso e regressou à terra de origem.
Como de costume, sábado acorda-se cedo, com despertador (custa mais quando se vai beber um copo na sexta à noite, claro!) e começa-se a aproveitar o dia! Sol, calor e num transito indescritível lá conseguimos demorar só hora e meia até ao local onde embarcaríamos em direcção à “ilha do Mussulo”. Um pequeno paraíso, é como consigo descrever o local onde estive.
A água….ai a água…um caldo morno que nos dá a sensação que estamos a ser cozidos em lume brando! E poderei dizer que 60% do fim de semana passei-o dentro de água (literalmente!!) à conversa, nadando, apanhando ameijoas de mãos cheia, etc… Um exemplo disso é esta foto, que testemunha os anfitriões em puro relax!
Quando não se estava na água havia, felizmente, outras opções que não eram menos válidas:
Petiscos, bom sono, mota de água, banhocas, convívio…foi o programa do fim-de-semana!
Na hora de ir embora tive aquela sensação de que estavam a acabar umas férias, estranho, mas compreende-se pelo ritmo que se levou… Toca de apanhar um candongueiro (do mar), um táxi que nos transportaria de novo para o caótico transito e consequentemente para a confusa Luanda dos finais de Domingo.
Viagem tranquila, muito tranquila…diria até excessivamente tranquila…vínhamos a andar bem devagarinho e não percebemos porquê:
- Olha, não dá para andar um pouco mais rápido?
- Vou devagar para não se molharem – diz o “candonguista”
- Olha que bem – pensámos nós – não deixa de ser uma preocupação nobre!
A meio da viagem…poc….poc….poc….gasolina acabou!! Aí fez-se clique…o sacana vinha devagar para poupar gasolina e com certeza a rezar para que chegássemos ao destino e pudesse cobrar os bilhetes para…provavelmente gastar o dinheiro em cerveja!
O clima azedou um pouco, claro…mas ele ligou a um companheiro, ou melhor, cravou um dos nossos telemóveis e ligou a um companheiro para abastecer em andamento…e foi o que aconteceu! Só que o abastecimento, à deriva, arrastou o barco para um baixio…e quando tivemos finalmente gasolina, estávamos encalhados na areia!
Foi então à moda antiga que saímos daquele banco de areia e ligámos o motor para, finalmente, chegarmos a terra…UFA! Discutir o preço, claro…e seguir viagem para Luanda!