Ao fim de mais de um mês de convivência passiva com as baratas na minha cozinha, eis que me revoltei!! Chega das malditas criaturas andarem pelo armário da comida, andarem dentro de alguns pacotes (que vão depois para o lixo), de escarafuncharem os pratos que ficam no lava loiça, de cirandarem pela gaveta dos talheres! BASTA! Está declarada a guerra!!
Muni-me de uma poderosa ferramenta...que do nosso ponto de vista não passa de um spray anti-mosquitos, mas que na perspectiva das criaturas alvo, se trata de uma eficaz arma de destruição maciça…SUUUUPEEEER TOX!!!!

Depois de meditação militar, apliquei estratégias bélicas que cercam e asfixiam o inimigo e toca de pulverizar locais estratégicos de SUPER TOX. Fiz mossa caros amigos…posso dizer que fiz mossa na comunidade baratídea! Era vê-las a andar tontas, ao estilo de baratas tontas a desesperar por oxigénio, por um espaço livre de “amoníaco bélico”.
Mas….eis que, como amante da ciência, não pude deixar de notar que as baratas, uma vez em contacto intenso com a minha arma, desenvolviam comportamentos estranhos, que passo a descrever (descrição passível de susceptibilizar algumas pessoas mais sensíveis):
- Depois de respirarem o spray, as criaturas começam a andar em movimentos interrompidos, não havendo lógica aparente no seu destino.
- Ficam por vezes estáticas, abanando desorientadamente as suas antenas.
- A dada altura, que não registei porque não assisti em directo, viram-se ao contrário, comportamento estranho! Sabendo que, alguns bichos, uma vez virados ao contrário, não conseguem voltar à posição normal, tenho fortes suspeitas de uma filosofia suicida no seio desta nojenta comunidade!
- Viradas do avesso, esperneiam freneticamente, talvez numa tentativa de recuperar o seu estado de gravidade normal….mas, em vão!

- Fraquejam e lentamente os seus movimentos testemunham o fim…
Talvez os meus comentários vos pareçam frios e insensíveis, mas mais não são do que parte de uma importante fase do processo científico: a observação. E como é sabido, pretende-se que sejam descrições imparciais e objectivas, como procurei que o fossem...
Talvez notem algum sadismo nas minhas palavras…e isso sim, justifica-se com uma convivência forçada e indesejada com as malditas baratas.
Já fiz a observação, agora alguém me consegue colocar uma hipótese para um comportamento tão estranho dos bichinhos?