31 de maio de 2007

Era uma vez...

...um reino situado no continente mãe, que se chamava Angolmânia. Esse reino era muuuuiiito grande...tão grande que de um lado ao outro se demoravam muitos dias a lá chegar! Tão grande, tão grande que, dizem, lá dentro cabiam outros reinos de outras partes do planeta! Era mesmo muito grande! No entanto, a maioria dos meninos e das meninas viviam numa só cidade, a Luanixis. Reza a lenda que, por ter havido uns senhores muito zangados uns com os outros, fizeram a guerra (coisa feia feita pelos adultos). Para que se protegessem pessoas e bens, toda a gente foi morar para Luanixis, para aí ficarem seguros e poderem viver todos juntos, fazendo actualmente 7 milhões de pessoas!

Dentro dessa cidade vivia um senhor e a sua familia, que governavam a cidade e o reino! Viviam num bonito bairro, dentro de Luanixis e aí eram felizes.

Este bairro, preenchido com belos palácios, era um local muito agradável de viver. Ruas limpas de lixo, com os sinais de transito em bom estado. Ruas limpas de adultos a andar nelas, tinham o asfalto em bom estado e passeios arranjados. Muitas árvores e jardins bem arranjados. Não havia comércio nesse bairro, mas vamos acreditar que havia comida, claro...eles lá arranjariam maneira de a por na mesa. Diz, quem viu, que o senhor e a sua familia não passavam fome.

O bonito bairro ficava no cimo de uma colina, e lá do alto, o senhor e a sua familia podiam dizer bom dia e cumprimentar as pessoas de Luanixis, a viver cá em baixo, noutros bairros...

(hitória baseada em factos não realistas, qualquer semelhança com a realidade é pura ilusão)

30 de maio de 2007

...e o petróleo??

É de conhecimento geral que a economia angolana se suporta muito na extracção do petróleo, certo? Alguém mais entendido que eu saberá os números do que eu apenas sei de conhecimento geral: a maioria dos estrangeiros a trabalhar em Angola está directa ou indirectamente ligada ao petróleo; o ouro negro representa, a par dos diamantes, uma significativa fatia do produto interno bruto; o clube financiado pelo petróleo, o Petro Atlético, tem por hábito ganhar tudo em que se mete (não que o dinheiro seja importante, mas ajuda, claro!)

Quando estive em Cabinda tive oportunidade de ver ao vivo, as famosas plataformas de extracção de petróleo...estruturas gigantes com uma imponente chama no topo! Não eram assim tão poucas quanto isso, quer dizer que a actividade não vai mal!

E sabe-se também que do petróleo faz-se a gasolina, gasóleo, etc...numa "fábrica" específica para esse fim, chamada refinaria! E quantas refinarias há em Angola? MEIA!!...o que significa que há uma a trabalhar a meio gás!

Resultado disto é que Angola exporta petróleo, refina muito pouco e importa alguma gasolina e gasóleo. Para ajudar a este facto, há muito poucas bombas de gasolina na cidade de Luanda. Caros amigos...é um filme abastecer gasolina em Luanda, e daqueles filmes compridos e monótonos! Chega-se a estar 3 horas na fila (pessoalmente e felizmente nunca estive) e quando se chega à torneira não há garantia de haver mais gasolina no tanque!
Não quer dizer que todos os países tenham que ser tão auto-suficientes como a Noruega, mas ao menos em Portugal há montes de pratos de bacalhau e as sardinhas em lata são muito variadas!!

24 de maio de 2007

Extremos em Luanda 3

À distância de alguns metros, às vezes apenas os suficientes para fazer a largura de uma rua, co-habitam casas muito diferentes. Digamos que é uma mescla de estilos imobiliários distintos, factores que o motivam e.....vidas diferentes!
O primeiro caso é aquilo a que pessoalmente chamo fortalezas. Belas casas rodeadas de arame farpado e vigiadas por seguranças 24h por dia! Bom estado de conservação, belos jardins e geralmente escolhem vista para o mar, até se entende! Bons geradores que aguentam as falhas frequentes de luz. Na garagem, que tem espaço para dois ou três ou sete carros, não consta nenhum carro rejeitado pela europa! O segundo caso, as casas dos musseques (bairros degradados em Angola) que são construídas com alguma imaginação e com o material disponível! Quando surge uma chuva tropical mais forte, surge também a necessidade da reconstrução da casa. A luz nestas casas, se houver vem duma "puxada" ilegal mas tolerada de algum ponto próximo de electricidade. A água que gastam é comprada aos bidons de 25 litros a 70 cêntimos de euros. A convivência com o lixo deitado na rua é uma constante vivida por estas pessoas...

23 de maio de 2007


Yogi Pijama (Jorge Palma)
Buscando sem saber bem o quêPerdido como quem não vê
Calado como quem não tem resposta para quem o chama
Desesperado, como quem por ter medo da desilusão não ama
Yogi Pijama
Se deixas apagar a chama, estás virado para o desastre
Como uma vela sem mastro
Ou um barco sem leme
Condenado a andar à toa conforme o vento lhe dá
Ao sabor da corrente
Yogi Pijama
Olha que andar ao deus dará nunca foi coisa boa
Yogi Pijama
Quebrando os seus ossos na rua
Fugindo da verdade nua
Como se abrir as portas ao Mundo fosse uma coisa obscena

Desencontrado como quem por ter medo da foz o rio condena
Yogi Pijama
Se deixas apagar a chama, estás virado para o desastre
Como uma vela sem mastro
Ou um barco sem leme
Condenado a andar à toa conforme o vento lhe dá
Ao sabor da corrente

Yogi Pijama
Olha que andar ao deus dará nunca foi coisa boa
Yogi Pijama
E já que nós nunca estamos sós
Vamos lá desatar os nós
E vamos lá chegar inteiros, onde quer que a vida nos leve
E enquanto é tempo
Deixa ver esse sorriso, que isso torna a pena mais leve

Yogi Pijama
Se deixas apagar a chama, estás virado para o desastre
Como uma vela sem mastro
Ou um barco sem leme
Condenado a andar à toa conforme o vento lhe dá
Ao sabor da corrente
Yogi Pijama
Olha que andar ao deus dará nunca foi coisa boa
Yogi Pijama

21 de maio de 2007

Declarada a guerra!

Ao fim de mais de um mês de convivência passiva com as baratas na minha cozinha, eis que me revoltei!! Chega das malditas criaturas andarem pelo armário da comida, andarem dentro de alguns pacotes (que vão depois para o lixo), de escarafuncharem os pratos que ficam no lava loiça, de cirandarem pela gaveta dos talheres! BASTA! Está declarada a guerra!!

Muni-me de uma poderosa ferramenta...que do nosso ponto de vista não passa de um spray anti-mosquitos, mas que na perspectiva das criaturas alvo, se trata de uma eficaz arma de destruição maciça…SUUUUPEEEER TOX!!!!

Depois de meditação militar, apliquei estratégias bélicas que cercam e asfixiam o inimigo e toca de pulverizar locais estratégicos de SUPER TOX. Fiz mossa caros amigos…posso dizer que fiz mossa na comunidade baratídea! Era vê-las a andar tontas, ao estilo de baratas tontas a desesperar por oxigénio, por um espaço livre de “amoníaco bélico”.

Mas….eis que, como amante da ciência, não pude deixar de notar que as baratas, uma vez em contacto intenso com a minha arma, desenvolviam comportamentos estranhos, que passo a descrever (descrição passível de susceptibilizar algumas pessoas mais sensíveis):

- Depois de respirarem o spray, as criaturas começam a andar em movimentos interrompidos, não havendo lógica aparente no seu destino.
- Ficam por vezes estáticas, abanando desorientadamente as suas antenas.
- A dada altura, que não registei porque não assisti em directo, viram-se ao contrário, comportamento estranho! Sabendo que, alguns bichos, uma vez virados ao contrário, não conseguem voltar à posição normal, tenho fortes suspeitas de uma filosofia suicida no seio desta nojenta comunidade!
- Viradas do avesso, esperneiam freneticamente, talvez numa tentativa de recuperar o seu estado de gravidade normal….mas, em vão!


- Fraquejam e lentamente os seus movimentos testemunham o fim…

Talvez os meus comentários vos pareçam frios e insensíveis, mas mais não são do que parte de uma importante fase do processo científico: a observação. E como é sabido, pretende-se que sejam descrições imparciais e objectivas, como procurei que o fossem...

Talvez notem algum sadismo nas minhas palavras…e isso sim, justifica-se com uma convivência forçada e indesejada com as malditas baratas.

Já fiz a observação, agora alguém me consegue colocar uma hipótese para um comportamento tão estranho dos bichinhos?