- Andar a pé na rua seria impensável. O melhor que me poderia acontecer era roubarem a máquina fotográfica;
- O uso de um tripé daria muito nas vistas e seria, no contexto, logisticamente complexo;
- A mobilidade fotográfica na cidade não é a mais livre que já experimentei;
- Usar flash dá muito nas vistas…quereria dizer: “FLASH…estou aqui!”
OK, complicado, mas não impossível. Contornei todos estes problemas de forma a fazer o raide fotográfico e enriquecer a Tertúlia com mais uns registos…agora nocturnos!
Deslocação automóvel, roupa discreta, movimentos estudados, percurso 70% pensado e todos os sentidos alerta! O registo fotográfico que vos apresento não é de qualidade superior. Digamos que tecnicamente fica mesmo muito a desejar. No terreno deparei-me com alguns problemas:
- Fiquei sujeito a engates furtivos, quando uma transeunte me sugeriu que a fotografasse;
- Cercado de gente suspeita ouvi, a dada altura: “Eh…a tirar fotos aqui? Olha que aqui tem bandido”. Fiquei sem saber se era ele próprio a apresentar-se, se ele iria avisar algum profissional, ou se não tinha mesmo mais nada que fazer senão chatear-me;
- Uma inconveniente operação STOP que, em nada relacionada com o raide, ainda deu trabalho! No meio da conversa, da procura e mostra de documentos, tive que esconder a máquina para não dar azo a curiosidades! E ainda fui “multado” por uma manobra legal…
- Os seguranças dos prédios estranhavam a passagem lenta de um carro…com um branco lá dentro. Houve mesmo um que se expressou: “Tas a andar muito devagar…”
É assim a vida da Tertulia! O catálogo que apresento, como já disse, longe dos mínimos técnicos, vale pelo registo. Vale pela intenção, pela ideia e por mais uma aventura tertuliante. Comecemos pelo fim da tarde...e entremos pela noite...
O musseque nas traseiras da fortaleza.
A excentricidade deste ecrã de rua perturba-me! Numa cidade onde o abastecimento eléctrico é um problema...eis que surge um monstro destes a debitar luz para toda a praça, com anúncios e algumas notícias.
O palácio do ministério das relações exteriores, com o BPC por trás.
O novo vistoso edifício da Sonangol. Vai ser inaugurado dia 4 de Abril (dia da paz) e, diz quem viu, que o interior é algo de assombroso. Tecnologia, espaço, elevadores, parques de estacionamento, etc...Mas, deixem-me que faça o reparo: outra vez a insistir nos vidros neste país de calor?
Marginal...dia e noite.
Também durante o dia e a noite se continua a trabalhar areia na zona da marginal.
Neste post não falo de nenhuma reportagem vivida pessoalmente. Falo de um amigo que tem optado por um percurso diferente de vida. Um percurso de vida, ou percurso na vida…viajar por esse mundo e conhecer outros tantos! Outrora vivendo na ânsia de viajar, de descobrir, decidiu largar tudo e arrancar. Largar tudo é largar o conforto do lar, largar faculdade e dizer “até breve” aos amigos. É uma forma de vida que admiro, porque não deve haver dias nada fáceis. É uma atitude que respeito porque reagiu a tempo de correr atrás de um sonho pessoal. Tendo, em primeiro lugar, viajado de transportes públicos, arranjou depois uma “casa ambulante”. Uma carrinha Mercedes bem antiga, que tive o prazer de visitar por dentro e…até forno de lenha tinha!! A mecânica é da sua inteira responsabilidade e o motor consume uma mistura qualquer de óleos que lhe dá um aroma inigualável de batata frita saindo do escape.