22 de março de 2010
Aguaceiro ou tempestade?
17 de março de 2010
Viagem da praxe
Um dia nos escritórios em Maputo e, de seguida, viagem ao norte do país. A base técnica do projecto encontra-se em Maputo, mas o “material” alvo encontra-se em 4 províncias do norte: Niassa, Zambézia, Cabo Delgado e Nampula. É um projecto que se debruça sobre o cadastro de propriedade, para os leigos: registo legal de terras (dono, uso, limites, taxas, etc…). Todo o projecto canaliza-se então nas câmaras municipais e nos serviços de Geografia e Cadastro de cada província. Está numa fase de arranque…mas, até agora, “cheira-me” bem e estou motivado. Importante!
Foi este o contexto da primeira viagem: Nampula e Pemba, que durou duas semanas. Termos novos, colegas novos, horizontes novos. Parecia, imagino eu, um marinheiro acabado de chegar ao barco, a observar a sua família marítima, freneticamente ocupada com as já conhecidas rotinas, para entregar a embarcação à sua viagem. Mas um marinheiro que observa atentamente todas as manobras e que, sem as saber ainda na sua totalidade, vai tentando executar as mais simples…
Tive poucas oportunidades para fazer o que gosto, até na minha própria cidade: passear turisticamente e tirar fotos! Mas publico alguns registos…
As montanhas, neste caso, oferecem-nos um espectáculo (diário enquanto lá estive) de trovoada ao final do dia, como se este se ginasticasse em espasmos de claridade e não quisesse dar lugar, de mão beijada, à noite. Esta guerra era acompanhada por roucos (mas robustos) trovões e terminava, lavando o campo de batalha com abundante chuva, quando se estabelecia a noite.
Mesmo durante a semana, no contexto do trabalho, tinha a sensação de estar de férias. Chegava, punha o fato de banho, corria pela praia, dava um mergulho e, ainda com os calções húmidos, punha-me no bungalow a escrever o relatório, inspirado a olhar o mar!
11 de março de 2010
Malas aviadas
Mudei a vida! Mudei de ambiente, mudei de rotinas, mudei de trabalho, mudei de cidade, mudei de país, etc…
E, como todas as mudanças, está implícita uma viagem, arrumações e transporte de haveres. Depois de sair do trabalho e arrumar os poucos pertences que tinha, debrucei-me com uma tarefa bem mais ambiciosa: encaixotar o conteúdo da minha casa para a deixar alugada! A par disto havia que tratar de toda a burocracia que implica uma viagem a Moçambique por longo período. Tudo em menos de uma semana. A fase de fazer caixotes suscitou um difícil exercício de distribuição:
1) Coisas que levo comigo;
2) coisas que ficarão guardadas na casa e só verei daqui a 1 ou 2 anos;
3) coisas que preciso quando for a Lisboa.
Não parece nada de especial, mas tentem pensar o que fariam com as vossas casas…
OK. Chega de lamechices e mãos à obra. Consegui encaixar 80% dos pertences nas minhas 2 prateleiras do sótão, num divertido jogo de tetris. Nada mau!
Organizei ainda uma linha de produção de caixotes que sairiam de casa. E nos últimos dias distribuí, por algumas casas, todas as coisas, numa intensa operação logística de estafeta. Fechei as malas e arranquei.
Chegado a Maputo fiquei hospedado num hotel (solução provisória antes de arrendar casa). Desfiz a mala e arrumei as coisas no armário… Ok, não é AQUELA chegada a casa, mas finalmente reordenava as minhas coisas e tinha a sensação de ter a roupa arrumada.
No 1º dia de trabalho fiquei a saber que ia, de imediato, viajar. De imediato significa no dia seguinte, no 2º dia de trabalho. Óptimo. Dez dias em duas províncias do norte: Nampula e Cabo Delgado. Oh não!, mas isso implica ter que sair do hotel e fazer de novo as malas. Com outra questão: a roupa que trouxe é demasiada para 10 dias, mas apenas tenho uma mala! HHhmmm…ok, sacos de plástico da lavandaria do hotel!
Selecção, arrumar umas coisas, guardar outras e, claro, distribuir! Resumindo, neste momento, seja em uso de outrem, caixotes, malas ou sacos de plástico, tenho os meus pertences distribuídos por 6 casas! Obrigado aos visados…
3 de março de 2010
Tele-transporte nocturno

26 de fevereiro de 2010
Vou para Moçambique
