4 de março de 2017

Bia em Marrocos

Inspirado no saudoso Carlos Pinto coelho, temos cor, luz, áfrica, emoção… Sentimos música, sabores e cultura. Tudo na cabeça duma menina de 2 anos, que saboreou, tanto como os pais, a viagem a Marrocos.




















Bia, é com infinito prazer que partilhamos estas viagens contigo…

15 de fevereiro de 2017

Postais de Marrocos


De tudo um pouco (versão urbana)


A impressionante mesquita Hassan 2 em Casablanca.


Formas e cores.


Os passeios das cobras.


O horizonte repleto de frutos secos.


De tudo um pouco (versão rural)


A Yumi a fazer tapetes.


O trânsito na medina.


O trânsito nas montanhas.


Momento do chá...de menta, claro!


Posso comprar...tudo?


Inspiração...


Deveria existir guião para tanta especiaria.


Lindo!


Interminável.

 

Madraça Ben Yassouf


Um dos muito jogos de apostas na praça principal. Não sei como mas quem joga nunca ganha...


23 de janeiro de 2017

Mata galo

Estávamos em pleno aniversário da ACUB, no bairro da Boa Esperança, cidade de Sal Rei, ilha da Boa Vista. O programa das festividades começava com a meia maratona e logo de seguida o jogo “Mata Galo”. Fiquei curioso com o jogo. Este bairro é conhecido por ter emigrantes de vários pontos de África, que aqui vivem para trabalhar nos grandes hotéis que sustentam o turismo da Boa Vista. De que país será esta tradição? Como se matará o galo? Haverá sacrifício do animal? Bebe-se o seu sangue? (os meus anos de África foram alimentando a minha imaginação e curiosidade).

Com algumas perguntas rapidamente percebi que a tradição é Cabo Verdiana  e que o jogo não é tão bárbaro como à partida pode parecer. 


Quando olhei para o palco vi a cabeça do galo de fora. Corpo enterrado. Aqui, vos garanto, é a parte que faz mais impressão. 


Os primeiros jogadores são as crianças. Olhos vendados e pau na mão, com o objectivo de acertar na cabeça do animal e ganhar um almoço de borla. A organização já tinha um galo suplente, deixando a ideia de que seria fácil acertar e aquele dia seria um banquete de galo no bairro!


Fui desafiado a jogar, mas não foi preciso esforçarem-se muito. A minha curiosidade e vontade de participar naquele dia especial fizeram o resto. Sob o olhar atento de dezenas de pessoas, reservava a secreta crença de que dificilmente iria acertar no animal, e que não lhe iria tirar a vida em plena arena. 


Para os adultos as regras são outras: olhos vendados, aquilo que me pareceram 50 voltas até o cérebro rodar sozinho dentro da caixa craniana, cheio de pessoas à volta a dar indicações em várias línguas e o som das colunas do palco em alta! Escusado contar passos ou fazer uma prévia geometria entre ponto de partida e a cabeça do galo. A venda nos olhos e as voltas que nos dão a seguir transportam-nos para fora do referencial planeado. Nos primeiros passos as pernas enrolam-se, por isso o mais certo é andarmos às voltas nos primeiros segundos. Depois disso só vale a orientação auditiva…


Perceber o que as pessoas diziam (gritavam) de fora da arena revelou-se logo impossível. Apenas tentei posicionar-me com base no som: gritos de um lado, decibéis das colunas do outro. Quando o tom das pessoas aumentou, acreditei estar na direcção certa e PUM…pau no chão, pau partido! Parti o pau?, pensei logo? Ter-me-ão dado um pau podre ou o meu instinto animal está a revelar-se? Pau em dois pedaços. PUM…pau em três pedaços. Acabei com um pau mais pequeno que a colher de pau que usaria para cozinhar o petisco e a 2 metros da presa! Fiquei sem almoçar…


Percebi depois que não é obrigatório matar o bicho. Um concorrente seguinte tocou-lhe na cabeça e ganhou. Aqui está a possível consideração pelo animal, se é que isso se aplica a um corpo enterrado com a cabeça de fora em plena praça, à mercê do sol…e à mercê das pauladas da competição!

 

Fez-se a festa e espero que o galo tenha saciado a todos…

7 de janeiro de 2017

Decoração natalÍcia

A ilha da Boa vista é tendencialmente árida, mas o natal, é sabido, é quando o Homem quiser. As árvores por estas bandas não abundam, mas chegando ao Natal como se garantem as decorações natalícias? Uma alternativa é ir aos Chineses (sim, aqui também os há!) e comprar, mas esta opção tem maior custos, envolve mais lixo e a probabilidade de algum material não chegar ao dia de reis é elevada.

Foi com agradável surpresa que descobri um importante “R” largamente usado na Reutilização de materiais para as decorações natalícias um pouco por toda a ilha da Boa Vista. O que conta é o assinlar da época e "quem não tem cão, caça com gato". Alguns exemplares:











Árvore piramidal, formada por pacotes de vinho Sousete


Esccusado será dizer que não neva na Boa Vista. Temos, é facto, muita areia, mas essa teima em não dar estrutura aos bonecos de "neve"...

Resta saber se, agora depois do dia dos reis, é accionado o outro R, de reciclagem...