14 de fevereiro de 2014

Tofo Tofo


Não sei em que é que este blog se transformará se eu começar aqui a falar de restaurantes, mas acreditem, este merece! Fica no Tofo e o seu nome é a dobrar, Tofo Tofo. Decoração simples, cadeiras desconfortáveis e uma árvore no meio do espaço a dar um toque de natureza.


Os empregados de mesa espalham sorrisos, falam inglês suficiente para satisfazer os muitos estrangeiros que por ali passam e são rápidos (característica valiosa e determinante na escolha de um restaurante nas províncias de Moçambique).


A cozinha é daqueles sítios que não convém olhar muito: escura, de paredes e chão escuros. Mas com o lume sempre aceso e um exército de cozinheiras, em azáfama, a alinharem temperos e panelas, produzem diversos pratos, a uma velocidade surpreendente.


A comida...a comida...é pena eu não conseguir enviar alguma por este blog, devido às ainda existentes limitações da internet nos cheiros e sabores! Uma delícia!


Têm dois menus: o imediato, escrito a gis, num quadro de ardósia pendurado na parede e o clássico, em papel. Escolham qualquer um e não tenham receio de não gostar. É o único sítio que me lembro onde a comida escolhida ao calhas, é sempre uma boa opção! Ainda não houve desilusões...

Conseguem satisfazer nas entradas, no prato principal e até nas sobremesas!



Não sei qual o segredo, mas funciona! BRAVO...

24 de janeiro de 2014

Um caminho diferente...


Noutro dia o caminho para o trabalho foi diferente. E que bem que sabe quebrar a rotina! Calhou-me ir à ponta Milibangalala, na reserva especial de Maputo.  No caminho a grande diferença era a terra batida, porque a trepidação também é oferecida nos buracos de Maputo.


 A paisagem é que era um pouco mais desafogada...


 Sinalização vertical à beira da estrada também havia. Mas mostrando uns sinais bem diferentes do habitual.
 

Matabicho na savana, para um grupo de zebras e congestionamento na lagoa, com aglomerado de hipopótamos.





Apesar de não haver trânsito, ficamos presos na estrada à mesma. E quando digo preso, é presos...é atolados até meia roda! Uns removiam areia, outros estavam de olho nos hipopótamos.



À chegada a visão do “escritório” foi outra. Dunas muito protegidas pela vegetação, criando um relevo e paisagem dignos de conto de fadas. 



Aqui ainda desaguam tartarugas para por ovos. O mar é partilhado entre baleias, golfinhos e cargueiros, que passam ao largo. Mas se este tesouro for bem mantido, é um ganho incalculável para a flora Moçambicana. Será respeitado até pelos navios poluentes, que tudo farão para alargar a rota e deixar a natureza em paz...




5 de janeiro de 2014

Shanti Yoga Maputo


Uma ideia para realizar as resoluções do novo ano...


YOGA IS BEING PRESENT


YOGA IS NOT SERIOUS. IT'S FUN


WE SWEAT A LOT


YOGA IS FLOWING WITH BREATH


YOGA IS POWERFUL


YOGA MAKES YOU SMILE


LETS FLOW
LETS SWEAT
LETS SMILE 


Yumi Choi: yum117@msn.com / +258-820411260


20 de dezembro de 2013

Qual janela?


Ás vezes é esta a sensação que tenho!


Alguns órgãos de comunicação social trazem informações a casa que não ligam com o que vemos da janela. Será que da janela deles têm outra vista, ou alguém lhes fechou a cortina?

Moçambique vive um período agitado, é certo, como aliás tem sido bombardeado nas notícias internacionais. Mas espreitar os vizinhos sem os ouvir, pode dar azo a más interpretações, e o que tem chegado além-fronteiras são notícias desproporcionadas da realidade, parece-me. Maputo não é uma “cidade fantasma”, como se chegou a dizer num dos jornais portugueses.

Por aqui vive-se uma aparente calma, e essa é alimentada pela comunicação social nacional: inicia-se a campanha agrícola, discute-se o novo código penal, as chuvas que agora começam, comentam-se resultados desportivos, enfim, o normal! Alguns dos media conseguem furar esta venda que os cega e oferecem notícias do que se vai passando. Vão chegando assim informações sobre ataques de guerrilha no centro do país, falta de transparência eleitoral e raptos de pessoas nalguns pontos do país.

Os governantes dizem que muitas das noticias são “boatos” e referem-se a “histórias inventadas por pessoas de má-fé”. Fico perdido! Mas não se pode viver em constante pânico, na ânsia que na meia hora seguinte algo de ruim se vai passar. Temos que estar atento e tentar filtrar toda a informação que nos chega. Nesta Era da comunicação, por vários canais, os cidadãos falam e vão contando histórias que se passam. Considero este o canal mais verosímil de informação. Um dos jornais locais tem, inclusive, um espaço que chama de “cidadão reporta”, onde são reunidos relatos pessoais, enviados de várias formas. O FB tem dado uma dinâmica enorme a estas notícias, com fotos e links a reportar algumas situações.

Também já é público que os financiadores internacionais, que têm apoiado Moçambique com milhões de dinheiros, começam a franzir o sobrolho e a exigir que se restabeleça a bonança, base do desenvolvimento.

Assim, fica lançada a confusão total! Cria-se uma situação de desconhecimento sobre a instabilidade. É real ou não? Se falta paz de espírito às pessoas, dificilmente se produz e se tem uma vivência normal!


Usando o meu direito de reacreditar no pai natal, peço-lhe que espalhe pozinhos de transparência por estas bandas, caso apanhe alguns pelo caminho...

25 de novembro de 2013

Caixa mágica, versão 2


É daqueles vícios que ficam. Se vejo cascas de fruta no lixo comum fico logo a pensar que é um desperdício. É como regredir na reciclagem...imaginam-se a pôr vidros, papel e plástico no mesmo saco? Heresia, pois...então o meu lixo orgânico é o mesmo!


Foi criada a 2ª versão da caixa de composto, mas antes de falar dela, gostaria de fazer uma digna homenagem à primeira. Resistiu 2 anos e meio, alimentou a machamba e fez florescer muitos vegetais. Fez florescer também a mentalidade do Sr. José (nosso guarda, jardineiro e companheiro) que nos achava loucos por colocar “lixo nas plantas”. Ficou rendido às evidências e passou a usar o composto...

  
Quando saímos de Pemba procedemos a uma cerimónia de desmantelamento da caixa, porque se não fosse uma corda e outras moletas do género teria tombado bem mais cedo. Foi uma cerimónia simples, mas com a dor de quem destrói uma fábrica de produção verde!


A segunda caixa teve uma arquitetura diferente, sempre baseada no mesmo conceito: por estas bandas não se arranjam destas caixas no supermercado...nem aqui em Maputo. Por isso há que puxar pela imaginação e fazer uma.

O departamento de planificação desta vez optou pelo uso de paletes de madeira e rede.


O departamento de manutenção aproveitou um resto duma lata de verniz esquecida lá em casa deu para proteger a madeira. Ensinou-me a experiência que as caixas de madeira são também elas decompostas, dada a voracidade do processo. Proteger, mas não muito, senão a caixa dura demasiado tempo e nunca mais construo outra (e já tenho ideias aos tombos na cabeça)!


Por ordem do departamento de saneamento, serraram-se algumas madeiras para abrir as portas. Desta vez tem 8 portas, para melhor explorar o fundo, onde reside o melhor do composto.


O departamento de isolamento quis usar uma rede a revestir as paredes para permitir respirar e ao mesmo tempo não deixar cair bocados maiores fora da caixa.


Como cada palete pesa que se farta, imaginem 4 paletes já amarradas! Então desta vez a engenharia optou por montagem da estrutura no local, parede a parede. Foi remexida a terra onde iria assentar a caixa, para dinamizar a vida biológica.

Período de assentamento da estrutura. Confesso que o departamento de estruturas foi surpreendido com o tamanho final da “fábrica”! Pensei que nunca mais iria encher a caixa e que dificilmente se iniciaria o ciclo do composto.

Assim, numa simbiose com a senhora que vende vegetais na rua à nossa porta, o departamento de resíduos sólidos pediu-lhe que todos os dias deixasse lixo biológico connosco. Pedido que primeiro estranhou, depois agradeceu, pois não tem que carregar folhas estragadas e fruta podre às costas para deitar num qualquer contentor. Eu agradeço, pois os restos da banca dela têm utilidade fulcral na fábrica de composto...


 “Lixo” lá para dentro...


 ...e tampa de rede para poder chover lá dentro!


Prevê-se que em Janeiro já haja “mel” biológico.