Foi preciso ter 5 preciosas visitas, para me estrear no Parque Nacional do Kruger....e logo duas vezes no mesmo mês...
18 de agosto de 2014
2 de agosto de 2014
Não tem troco
É um fenómeno muito comum aqui por Moçambique. Quando se
paga alguma coisa, não há troco. Não interessa o montante envolvido, o que é
certo é que não tem. Não há! Mas há...
Há leis que protegem o consumidor. Daquelas que obrigam a
que o troco seja dado em dinheiro, se o pagamento foi feito em dinheiro. O
código civil obriga as lojas a arredondar para baixo, na falta de troco, etc... Mas
enquanto não se estabelecem por aqui essas regras, as soluções são outras.
Podemos até andar com trocos, meticulosamente guardados. Ter
as notas organizadas por cores ou montantes, mas não queremos dar. O jogo é
mútuo, só que no momento da compra não nos lembramos disso. É que aquela
colecção que levamos na carteira deu muito trabalho a juntar. Nunca se sabe
quanto tempo pode demorar a ter a mesma sorte. Vamos tentando gerir, com notas
mais elevadas, para fazer a manutenção do espólio, mas mais cedo ou mais tarde,
temos que fazer uso dos trocos...
Pode-se sempre aproveitar para vender mais alguma coisa,
acrescentar um produto. A chamada “bacela”. Mas esta está institucionalizada...
A bacela já é uma forma de negociação só por si. Acho até que os preços estão
num patamar de especulação, já a pensar na troca final. Mais um limão, uns rebuçados,
2 jornais em vez de 1, uma bolsa pequena, um brinde, enfim...até acaba por ser
uma boa solução.
Ou vamos embora, desistindo do troco, mesmo sabendo que
injustamente o vendedor vai lucrar. É que às vezes o tempo abranda na hora de
ir buscar troco. Depois são várias as estratégias que se fazem para nos iludir
que estão à procura de dinheiro mais pequeno. Nada!
12 de julho de 2014
Postais da Etiópia
Assim está o mundo: entre Moçambique e a Malásia (onde fui em trabalho), faz-se uma paragem pela Etiópia, para visitar...
A Etiópia é um país surpreendente. Pelo menos sendo visitado com o preconceito, que tinha, de ser um dos países mais pobres do mundo. É um exemplo de crescimento económico que não foi dinamizado por petróleo, mas sim, na sua maioria, devido à agricultura!
Alimento-me e fico fã do prato tradicional Etíope, baseado na Injera.
Uma espécie de crepe, onde se colocam vários ingredientes e se personaliza cada "garfada", que neste caso é substituída pela mão. Tanto faz se é mão direita ou esquerda. Deve-se comer com a mão que estiver mais à mão! Isto já traz grandes vantagens sociais, pois nestes tempos em que dividimos as refeições com os smartphones, na Etiópia temos mesmo que acabar de comer, sob pena de encher os telefones de gordura.
Na Etiópia foi descoberto o esqueleto mais antigo de que há registo. Diz respeito à "avó" Lucy, que com 3,2 milhões de anos é garantidamente a avó de todos nós e se encontra numa forma surpreendente...
O túmulo do mítico Imperador Haile Selassie.
A produção tradicional da Injera.
Castelos de Gondhar.
Lalibela, uma das cidades históricas da Etiópia, situa-se a 2600 metros. Aliás, montanhas é o que não falta neste país atravessado pelo vale do Rift...
Igrejas esculpidas nas rochas, no século XII, fazem parte do reportório do património mundial da UNESCO. Obras únicas e admiráveis, mesmo (ou principalmente) a esta distância de 900 anos.
Igrejas "vivas" onde crentes, durante todo o dia, acolhem para fazer as suas rezas. As mezinhas ainda se mantêm, com um beijar, acariciar ou segredar nas paredes de entrada. A rocha sólida, com os séculos vai-se afeiçoando, ganhado curvas e vida...
Foram esculpidas com pouco mais que um machadinho com lâmina de metal. A arquitectura passou por começar de cima, abrindo um bloco gigantes, para depois detalhar o trabalho, construindo "cavernas" de culto. A construção não é inédita, mas mesmo assim são exemplar notável dum meticuloso trabalho, feito há 900 anos.
Ao final do dia, a cerveja com vista para o vale, e leitura...
Passagem pelo mercado local para comprar souvenirs.
23 de maio de 2014
Paisagens Sul-Africanas
Ainda não sei se gosto da África do Sul! É
sempre a mesma dúvida quando lá vou. Desta vez não foi excepção e foi acrescido
mais um motivo!
A diferença entre zonas urbanas e rurais já
era conhecida. Nas cidades vive-se de lojas, estradas rápidas e comércio
confinado a centros comerciais. As pessoas passeiam nos “malls” como se
tivessem num passeio marítimo, ou parques citadinos! Já na zona rural há que
tirar o chapéu! Os sul africanos são mestres na vivência no exterior e abraçam
a terra para produção agrícola, zonas de caça ou protecção natural... Os seus
atrelados, reboques e caravanas fazem coral a maioria dos caracóis, que às
costas só levam a casa para se resguaradrem. Levam cozinha, mecânica, colchões,
greladores...tudo o que precisam para montar arraiais nalguma praia.
Desta vez descobri que má comida andam a
servir duma forma geral! Acompanhando as tendências modernas para comida rápida
e “apelativa” servem quase tudo frito e com dezenas de molhos! Os sul africanos
estão a ficar obesos e aparentemente vivem bem com isso!
A dada altura pedimos um prego, pois seria algo infalível! “Que mal poderia ter um simples prego”, pensámos? Pois não é que veio cheio de molho doce e pão ensopado? Surpreenedente como se deturpa a culinária, mesmo com tão pouca margem de manobra, como num prego. De realçar o bom vinho que por lá se produz que pode fazer concorrência ao vinho português!
Mas o que quero trazer hoje aqui são outros
horizontes...são paisagens! Um pouco a norte da cidade de Nelspruit encontra-se
o Bayle river canyon com paisagens deslumbarntes e monumentos geológicos de
registo.
A Yumi com a sua barriga já visível...
E eu a perder terreno em termos abdominais!
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