Os médicos aqui em Angola receitam os medicamentos, ou a sua substância activa, consoante as queixas e sintomas do paciente, de uma forma peculiar! Quando alguém “está incomodado” (termo que aqui se usa para alguém que está doente) geralmente receitam sempre uma lista grande de medicamentos…estando as vitaminas no número um das terapêuticas aconselhadas! “Mal não faz”, dirão os médicos…e é verdade… Há quem diga que, quando o diagnósticos é fraco, o melhor é receitar muita coisa…alguma há-de curar!! Se não, há sempre chás milagrosos, mézinhas, rezas, etc…ao gosto de cada um! No meu caso, por exemplo, usei um “filtro de consciência”…o médico receitou-me 4 medicamentos e eu apenas comprei 2. Um deles era para as diarreias…que eu nem sequer tinha!!, o outro era substituível por Ben-u-ron!
Mas o elogio deste post vai para o “aviamento controlado” dos medicamentos. Se o médico receitar xelotafinogetalinoraxinamol (por exemplo) durante 3 dias, de 8 em 8 horas, perfaz-se a quantia de 3 x 3 = 9 comprimidos curativos. Chegamos à farmácia e a maior parte dos comprimidos encontra-se em boiões de plástico. Ele tira o número de comprimidos que necessitamos e faz-nos a conta: 9 comprimidos, a 100Kzs cada um, dará 900 kwanzas! Coloca os comprimidos em saquinhos de plástico com o respectivo nome. Pagamos o que vamos consumir…nada mais…e consumimos apenas o que foi receitado…nada mais! Para as tabletes de comprimidos, que contenham um número superior ao necessário, é fácil, recorta-se o excesso! As sobras hão-de, mais cedo ou mais tarde, satisfazer o “incómodo” de outro alguém!
Mas o elogio deste post vai para o “aviamento controlado” dos medicamentos. Se o médico receitar xelotafinogetalinoraxinamol (por exemplo) durante 3 dias, de 8 em 8 horas, perfaz-se a quantia de 3 x 3 = 9 comprimidos curativos. Chegamos à farmácia e a maior parte dos comprimidos encontra-se em boiões de plástico. Ele tira o número de comprimidos que necessitamos e faz-nos a conta: 9 comprimidos, a 100Kzs cada um, dará 900 kwanzas! Coloca os comprimidos em saquinhos de plástico com o respectivo nome. Pagamos o que vamos consumir…nada mais…e consumimos apenas o que foi receitado…nada mais! Para as tabletes de comprimidos, que contenham um número superior ao necessário, é fácil, recorta-se o excesso! As sobras hão-de, mais cedo ou mais tarde, satisfazer o “incómodo” de outro alguém!
Ora aí está uma bela solução!
Resolvem-se os seguintes problemas:
- Desperdício (aliviando um abastecimento, sempre difícil, de medicamentos)
- Armazenamento dos medicamentos que sobram, em local fresco e seco! Coisa que é difícil de ter aqui…
- Deitar fora os comprimidos fora de prazo em locais indevidos e evitar desvios
5 comentários:
Tem-se falado nesta dispensa por dose em PT, e já se faz nos hospitais. Nas farmácias de oficina não acontece, mas penso que teria todo o sentido...
Abraço e as melhoras!!! Com tanto medicamento tenho a certeza que já estás melhor!
Aquelas cápsulas verdinhas são Imodium... ou melhor... Loperamida... não vá o INFARMED ler isto e considerar pub ilegal ao laboratório (neste caso a Janssen-Cilag) e colocar um processo de contra-ordenação não sei bem a quem... à blogosfera , com certeza... LOL Beijocas
Parece-me bastante consciente essa distribuição limitada de comprimidos.
Deve-se combater o desperdício, se só precisas de 9 porquê levar mais.
Em Lisboa também já sai de um hospital com comprimidos em caixinhas!!! :-)
tb acho que sim, que se deve combater o desperdício. por cá deitam-se fora quilos e quilos de medicamentos n tomados ao fim do ano. só espero que os medicamentos nos frascos tenham prazo de validade inscrito nos comprimidos propriamente ditos... ;-)
Ainda bem que já estás bom. Beijinhos
Aplica-se ao presente caso a teoria secular do "não mata engorda!" ou até poderá curar! De qq forma fica o apontamento de que como os recursos são escassos há que poupar! Bem gerido! Sê mas é um homem! Abraço
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