18 de novembro de 2010

Nadar com golfinhos


Num simpático Domingo de sol a espreitar por entre a frescura de algumas nuvens, decidimos, eu e uns amigos, ir dar um passeio de barco. As baleias andam por perto da baía e vai-se dizendo à boca pequena que avistam-se facilmente perto da costa. Então também queríamos ver baleias e, em jeito de brincadeira, disse ao senhor do barco que não pagaríamos o aluguer se as não víssemos. Era uma espécie de garantia…para termos a certeza de que as veríamos.

Deixámos a praia do Wimbi e iniciámos a nossa incursão na baía. Dez minutos depois alguém viu alguma coisa na água. Num misto de entusiasmo e tentativa de acalmar a primeira excitação, os outros queriam saber o quê, onde, como… Quando os narizes farejavam na direcção do horizonte à procura desse algo, um golfinho, a uns 5 metros do barco veio à tona e parecia dizer olá.

Foto: João Camargo

Eu estava confuso: maravilhado pela aparição, a tentar acompanhar o golfinho e à espera que ele aparecesse de novo para eu lhe retribuir o cumprimento. A minha vontade era ir lá para dentro, mas será segu…olho para trás e dois amigos acabam de saltar. Antes de pensar sequer uma vez meto os óculos, o tubo, as barbatanas e splash.

Foto: João Camargo

O que se passou dentro de água foi magia! A minha primeiríssima vez a nadar com golfinhos selvagens. Olhos esbugalhados dentro dos óculos e só não ia de boca aberta porque precisava de morder o tubo para respirar…

Foto: Romina Gaona

Estava na dúvida de como seria mergulhar com golfinhos selvagens, mas nem isso me desanimou para parar de nadar. Procurei dar algum sinal, como qualquer ser humano, para ver a reacção deles. Se fosse má estava lixado, claro! Mas foi boa.

Foto: João Camargo

Olharam-nos, nadavam à nossa volta, faziam sons, interagiam e pareciam estar a brincar, movidos quer pela sua própria natureza quer pela curiosidade. Olhei para um amigo para ver se estava tudo bem e tentámos fazer daqueles gestos que os mergulhadores fazem para se comunicarem, mas os olhos diziam tudo, dentro e fora de água.

Foto: Romina Gaona

Olhos em delírio, sem pestanejar. Foi um momento muito especial e a repetir, certamente. Hoje tenho dificuldade em acreditar que lá estive mesmo, mas as fotografias ajudam a agitar a memória congelada pelo espanto! Ninguém mais se lembrou das baleias…

À chegada à praia, uma recepção digna de Domingo no Wimbi, parecendo que também eles partilhavam a nossa alegria, percebendo a energia que emanava dos nossos olhos…

Foto: João Camargo

9 comentários:

Isa disse...

ahahahaha, desta vez fui até mais rápida do que o envio do mail :D

que lindo... experiência única, com certeza!
Bjos

Bichocao disse...

XI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
QUE MARAVILHA!!!!!!!!!!!

Joana disse...

deve ter sido mágico!! Que espectáculo!!!

Anónimo disse...

this is amazing, i am so envious!

Sara disse...

bem meu lindo.....ja me conheces, ne????? eu teria amado essa experiencia......do barco......!!!!! nem de escafandro!!!! mas amei que tivesses feliz....
ainda ha coisas maravilhosas nesta natureza.......
:)))))

macaca grava-por-cima disse...

Deve ser mesmo um dos animais mais mágicos, meigos e simpáticos do planeta... Que boa energia nos deixou este post andré. Beijocas

Cristina Rodrigues disse...

ENVY...é a única palavra que consigo utilizar depois de ler o teu post! beijinhos made in USA

ginarsenio disse...

uma vida cheia de aventura.....lindas aventura.......divirta-te bjs!!!!

Frederico Henriques disse...

K espectáculo!!!