O Vietnam é um país a voltar, sem dúvida. Prolongar a estadia e explorar mais os seus recantos rurais e culturais.
Chegámos a
Ho-Chi-Min city de autocarro e a primeira observação são as milhares de motas
que circulam como abelhas atarefadas nas rotinas da colmeia. Esta cidade, a 2ª
do Vietnam, tem 8 milhões de habitantes e tenho a sensação que metade anda de
mota! A primeira travessia de uma rua deixou-nos assustados. Como seria
possível atravessar um rio contínuo de motas, com largura de 4 metros? Só com
jogo de cintura e alguma ousadia conseguimos, mas pareceu-nos uma missão
heróica. Não poderá ser assim tão difícil!
E não
é. Na primeira noite fui guiado pelo Andreas (amigo de Pemba, agora a viver em
Ho-Chi-Min) na sua mota. O caos frenético desvendou-se. Há regras para navegar
no trânsito e para atravessá-lo.
Ponto assente: nenhuma mota vai parar, seja para dar prioridade a outra, seja para deixar o peão atravessar. O segredo está em que ninguém deve parar...tudo anda, tudo se interliga. Ficou claro e o mistério das travessias evaporou-se.
As motas são
tantas que há vários parques espalhados pela cidade, com vários andares! Chega-se
ao parque, entrega-se a mota e recebe-se um código. A mota desaparece para ser
arrumada e à volta, com o código, recupera-se a mota.
Uma cidade onde o
moderno invade o antigo, como cabelo branco afasta a juventude. Edifícios
espelhados, centros comerciais, lojas de topo...cenário que não seria de
esperar num país que se diz comunista! Mas a tradição já não deve ser o que
era...
O que ainda é o
que era e sempre será é a delícia da comida de rua. Preparada directamente nos
famosos suportes que parecem uma balança andante, paga com dinheiro que é
manuseado com as mesmas mãos que a confeccionam e servida ali mesmo, junto dos
escapes adormecidos. Uma delícia, pensarão vocês! Sem dúvida, confirmamos
nós...
Mais uma passagem
de ano com contagem imperceptível, agora em vietnamita! Mas a matemática é
universal e não engana...ao zero, estamos no novo ano, altura de se festejar. E
mais um motivo para festejar de...?...de mota, claro!
Enfiam-se todos nas suas motas e vão-se empurrando, quentinhos com os escapes dos vizinhos. Atravessámos esta rua, acreditem ou não, com a maior das facilidades, munidos do segredo...
No dia
seguinte foi altura para ir visitar o delta do rio Mekong, onde os barcos têm
olhos para evitar colisões, onde se vive praticamente em cima de água e a
produção prioritária é o arroz.
Mercado
flutuante, onde compra e venda se faz ao sabor da corrente.
Vivência de um
quotidiano, à beira rio plantado.
Iguarias locais: carne de cobra e uma espécie de tartaruga.
Chegada a fase de aprendizagem, vimos a produção de folha
de arroz. A calda é feita de arroz, coco e mais uns segredinhos... As cascas do
arroz servem para fazer fogo.
As folhas a
secarem ao sol.
Folha de arroz a
ser retalhada em noodles.
Das cascas de
arroz fazem também uma espécie de pipocas...
...e aguardente, claro!
Um passeio de
barco a remos pelo rio e umas remadelas, para perceber que não é nada fácil...
Nos assuntos
gastronómicos, uma palavra: phó, a famosa sopa de noodles do vietnam.
Hidratante, saudável, sabor à escolha, nutritiva...BOM!
8 comentários:
Apesar de já as ter visto, com tao belo texto é outra coisa. Aquela do cabelo branco,,
I miss the time for enjoying clossing road! n PHO...Did you find rice noodle in Pemba? Otherwise I will bring it!:) Always happy for having all these stories with you....beijo
Uau... o trânsito é inacreditavel!! E a barulheira das motos? deve ser infernal...
Ding Dong!!!
sim, a metáfora do cabelo branco tb me conquistou... ;-)
Para quando um livro? (fora de brincadeiras... sabes que falo sério, relativamente a estas questões...)
Beijos cheios de saudades.
grande Andre...Murregulo.
Grande abraço
vamozimborahhh....
es fantastico....adoro a tua escritura......es um Goncalo Cadille!!! so que melhor!!!! fianlamente consegui comentar...dasssssssssss.....:)) lots and lots of love to you both
A diversdidade de culturas é que torna o mundo maravilhoso.
Divirtam-se
Abraços
JP
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