17 de agosto de 2009

Ida ao museu

Fui ao museu. O museu de história natural, em Maputo. Um edifício vistoso, bem conservado, numa ponta da cidade. A entrada custa 50 meticais (cerca de 1,3€) e dá direito a uma viagem pela natureza nacional. E, devo dizer, é uma bela surpresa.
Com um símbolo de dimensões consideráveis, dois dentes de marfim e duas cabeças, a entrada é imponente. O museu divide-se em várias partes, incluindo fauna, flora e secção étnica.

Na sala principal somos recebidos por dezenas de animais. Vários episódios da fauna característica Moçambicana, contados por animais embalsamados ou simulados. Viajamos por uma selva, que compacta um conjunto de animais, impossíveis de reunir na realidade. Búfalos, hipopótamos, girafas, tatus, papa-formigas, kudus, rinoceronte, etc…

Temos, por exemplo, a clássica caçada de leoas a um búfalo. Não sendo tão fácil como se possa pensar, representa-se uma das leoas ferida, provocada por uma reacção brusca do búfalo.

Podemos olhar, bem de perto, algumas feras temíveis. Em baixo vemos um cão selvagem, ou “mabeco”. Tem aparência frágil e daria até vontade de fazer umas festinhas, não fosse a sua implacável forma de actuar. Trabalham em matilha e, quando cercam a presa, começam a devorá-la viva! Não se preocupam em matar a presa…isso acontecerá naturalmente, esvaindo-se em sangue, agonizada de dor.


Faz parte do museu, também, uma colecção de embriões de elefantes. É anunciada como sendo a única do mundo! Tentando caracterizar a evolução dos fetos, são apresentadas algumas das fases, sendo 8 delas verdadeiras: embriões conservados em álcool. As restantes…pura simulação.

Com um período de gestação de cerca de 22 meses, estas crias nascem com um peso que começa logo nos 3 dígitos, com cerca de 100 quilos. O período longo de gestação justifica-se, aprendi no museu, por duas razões: em primeiro porque é um animal enorme, e há muito que construir (óbvio); em segundo porque se trata de um herbívoro e, quando nasce, já tem que estar apto a caminhar com os progenitores, atrás de comida.

Depois, no piso superior, somos convidados a viajar por animais mais pequenos, mas nem por isso menos importantes! A incontornável secção dos repteis que nos leva a olhá-los de longe, de esguelha e sempre desconfiados. É que, mesmo dentro de frascos…estes assasinos impõem respeito. Nunca se sabe se algum vai recomeçar a rastejar e atacar-nos.

Conchas, corais, aves e uma enorme colecção de insectos. Arrumados em mesas iluminadas, sente-se o tempo de cativeiro mas, ainda assim, num estado de conservação consideravelmente positivo.
Por fim, um mapa de Moçambique, que é quase 9 vezes o tamanho de Portugal. Nele estão localizados os principais animais de grande porte. No geral vê-se uma maior concentração no centro do país, onde se encontra o famoso Parque Nacional da Gorongosa. Parque sobre o qual, provavelmente, terão reportagem, antes do final do mês, aqui mesmo na Tertúlia. Estejam atentos…

7 comentários:

Isa disse...

:-)
valeu a viagem, André, passeei naquelas salas tb :-)
Bj

ML 08 disse...

Há bois em Àfrica???? :-))) agora há.... um pelo menos! :-)))))

Casola disse...

sr engº!!! n tenha medo q os bichinhos em frasquinhos n fazem mal... diz q estão mortos... :p
continução de bons passeios!
saudades alentejanas!
bj

Sara disse...

esses embrioes....que impressao!!! quanto a gorongosa...! vou ate la contigo em pensamento..

ML 04 disse...

Uma viagem dentro de viagem!

Bois em Àfrica é com fartura, bem como leões... alguns mais mansos que outros!! :)

Pelo que demonstras neste espaço, para mais tarde recordar e tertulias realizar.

Abraço

Joana disse...

O Museu parece que parou no tempo...assim como os animais!!

sofia disse...

Então e um museu de História Natural não tem nada de Geologia????